—Padre, padre—interrompeu a condessa, chorando copiosamente,—não me atormente; perdão, senhor, perdão... Aconselhe-me o que devo fazer...
—É de todo o ponto preciso que v. exª e o sr. conde chamem esse homem, e, se ele não abandonar o seu erro, devem despedil-o e retirarem-lhe toda a protecção.
—Porém, padre, ele pode dizer que não é protestante ou que deixa de o ser; e nesse caso que fazer?
O padre ficou pensativo, e depois respondeu:
—Em qualquer dos casos, v. ex.ª não o despede até que eu a avise; porém, se teima em confessar as suas idéas e é pertinaz, então rua com ele no mesmo instante.
—Assim o farei, meu padre; porém permite-me uma pergunta?
—Sim, senhora.
—Como soube isso do vidraceiro?
—Senhora, nós, os ministros da religião, velamos pelas almas que nos estão confiadas. Vamos, porém, adeante. Tem mais alguns pecados de que acusar-se?
—Sim, mas não me lembro deles.