—Jesus! Maria Santissima!

—Sim, senhora, é o mestre vidraceiro a quem o sr. conde vae dar trabalho no novo bairro que projeta mandar edificar. Certamente que todo o dinheiro que ganha o empregará contra os padres, e em favor dos da sua seita.

—O vidraceiro é protestante!

—Sim, senhora; tão protestante como o foi sua mãe, a qual morreu sem se confessar, exatamente como se fosse um cão.

—Pois nas poucas vezes que o vi pareceu-me bom homem. O outro dia vi-o falar com os creados, e chamou-me a atenção o interesse com que o escutavam.

—Provavelmente estaria prégando as suas perversas doutrinas.

—E que devo fazer?

O confessor figurou uma grande surpreza e exclamou:

—Pergunta v. ex.ª o que deve fazer? E v. ex. diz que serve a Deus?