Cerca das nove horas da manhã, apresentou-se na loja um individuo que saudou afavelmente o mestre, dizendo-lhe em seguida:
—Mestre, o sr. conde mandou-o chamar.
Julião foi imediatamente.
No momento em que Julião foi introduzido na sala, o conde, recostado numa cadeira, fumava tranquilamente, emquanto que a condessa estava sentada numa outra, entretida a folhear um album.
—O mestre vidraceiro—disse o administrador, inclinando-se na presença dos seus amos.
Julião saudou-os com um movimento de cabeça. O conde falou assim:
—Vocemecê foi sempre quem fez o trabalho cá da casa; porém, agora... agora..., finalmente, agora a sr.ª condessa lhe dirá o que tem a dizer; eu não posso ocupar-me de nada; tenho muito em que pensar; fala tu, condessa.
—Vocemecê é que é o vidraceiro da casa?
—Sim, sr.ª condessa.
—Pois amigo, eu não posso, ainda que me pese, deixar de lhe dizer que não estamos satisfeitos comsigo.