—E que vaes tu fazer com esse material perdido?—perguntou lhe a esposa.

—Procurar—respondeu Julião—quem o compre, ainda que seja por menos preço.

—Ai, Julião! Não sei que estranho pressentimento me diz que o P.ᵉ Francisco tem parte neste negocio.

Julião foi para a loja e poz-se a trabalhar. De tarde, o P.ᵉ Francisco apareceu na loja, dizendo-lhe:

—Venho pagar-lhe uma divida.

O padre tirou um porte-monnaie e, dando-lhe o dinheiro, disse-lhe:

—Parece-me que não está bom. A sua cara, pelo menos, indica que vocemecê está mal de saude.

—Graças a Deus, não estou; porém tive hoje um grande desgosto.

—Vamos lá; questões domesticas, não é verdade?

—Não, senhor—respondeu Julião,—desgostos com os freguezes.