—Deus lhes dê boas noites—disseram ambas ao entrar, e a filha do carpinteiro acrescentou:

—Venho da parte de meu pae dizer-lhes que teria muito prazer se viessem cear comnosco.

Julião e sua mulher acompanharam a filha do carpinteiro e a sua amiga a casa.

—Mestre, mestre—exclamou o carpinteiro ao ver entrar Julião,—venha cá para o meu lado e sirva-se dalguma coisa.

—Muito obrigado, sr. João—respondeu Julião,—porém permita-me que não me sirva de nada; sua filha é testemunha de que nos viu sentados á mesa.

—Bem, não me importa—disse o carpinteiro,—hoje ha em minha casa carta branca para que cada qual faça o que quizer em honra de Santo Antonio; que todos se divirtam e que ninguem esteja triste.

A ceia continuou sem nenhum incidente, até que á sobremesa o sr. João disse:

—Agora os brindes; que cada qual brinde por quem quizer.

Julião estava sentado na cadeira, pensando no triste estado daquela gente. Dôres falava com Antonia e outras raparigas da sua edade.