—As suas malditas idéas, sim, que o conduzirão a si e áqueles que o escutam aos infernos—disse uma voz do fim do corredor.
Todos os olhares se dirigiram para o sitio donde havia saido a voz, e deram com o padre Francisco, que, aceso em ira, apostrofava o vidraceiro.
Taes insultos lhe dirigiu que os assistentes começaram a gritar:
—Fóra, corvos! Fóra, corvos! Não queremos latinorios.
—O Evangelho é claro, e os padres não querem que a gente o leia, para que se não venham a descobrir os seus embustes.
—Fóra, fóra o padre!
—Silencio, meus amigos—gritou Julião.
A vozeria cessou, e então o vidraceiro, dirigindo-se ao padre Francisco, disse-lhe:
—Podia não interromper a nossa reunião por um modo tão pouco delicado. Não sei porque seja tratado assim aquele que diz a verdade.