—Meu amigo—disse o sacerdote, profundamente comovido,—desde que me ordenei notei algumas coisas que não compreendia, porém em que cri, pela obediencia passiva, a que somos obrigados. Hoje tenho ouvido algumas que julgo serem verdadeiras, porém desejo ficar só para me ajoelhar deante de Deus, e pedir-Lhe que mostre o que devo fazer. Tudo o que neste momento podesse dizer-lhe não seria ditado por uma consciencia livre, pois que me encontro sob a influencia dos seus argumentos. Todavia, eu lhe prometo obrar conscienciosamente, e, para que tenha uma prova disso, vou fazer-lhe uma promessa e um pedido.

O joven prestou toda a sua atenção, e o sacerdote prosseguiu:

—A promessa é esta: não tornarei a dizer missa até que Deus me convença de que é um erro tudo quanto o senhor acaba de me dizer; o pedido é que me deixe a sua Biblia para que eu possa lêl-a e confrontal-a com a minha. Uma coisa mais: se o Senhor me disser que a egreja da qual sou sacerdote não é de Cristo, renunciarei ás ordens e me separarei dela.

O joven e o padre Francisco combinaram o dia em que se veriam outra vez, e, depois duma breve oração que o evangelista fez, este saiu da casa do sacerdote, pedindo a Deus a sua conversão.


CAPITULO XXIV
As duas cartas