—E minha filha diz que sim, e... e sim.

E João, sem fazer caso do que dizia sua mulher, acompanhada no mesmo tom pela tia de Antonia, saiu em direcção da oficina de Julião, pedindo a este a sua mulher e sua mãe que fossem a sua casa, logo que fechassem a porta.

Dôres, acompanhada de seu marido, entrou na casa de sua amiga.

—Antonia—disse Dôres muito baixinho.

—Ah! és tu?—respondeu a filha do carpinteiro, reanimando-se.

—Como estás?

—Mal, Dôres, muito mal; porém não sei que voz secreta me diz que desta vez ainda não morro.

—Tem confiança em Deus e está socegada, filha, esperando que a Sua vontade seja feita... porém não fales mais...

—Mas eu quero falar-te.