—Entrem para a oficina. Antonia está dormindo, e o medico, bastante surpreendido, disse que isto era um bom sinal.
Na carpinteria estavam a senhora Brigida, a tia de Antonia e mais tres mulheres.
—Boas noites—disseram ao entrar.
—Boas noites—responderam com certa reserva as pessoas que ali estavam.
—Então Antonia está dormindo? Oh! isso é um bom sinal.
—E diga-me, sr.ª Brigida, se sua filha chegar a ter saude, a quem atribue essa graça?
—Eu atribuo-a ao bemaventurado Santo Antonio, que jámais me negou o que eu lhe tenho pedido.
—Permite-me, querida Brigida—interrompeu mestre João—que te diga que o tal Santo Antonio não te ouviu na ocasião presente. Eu já dantes estava certo, porém agora estou certissimo, de que Santo Antonio não te ouviu, nem te ouve, nem jámais te ouvirá, ainda que o chames com uma buzina.
—Certamente que, tendo um marido tão pouco devoto como tu, ainda que chame por todos os santos da côrte celestial, nenhum me ouvirá.