—Sim, minha irmã—disse o ministro.—Jesus está aguardando-a para a conduzir á presença de Seu Pae, para receber a corôa de justiça que Ele adquiriu para si por meio do Seu sangue. Não esqueça que Jesus disse: «Não vos hei de deixar orfãos; virei ter comvosco. Eu sou a ressurreição e a vida; aquele que crê em Mim, ainda que esteja morto, viverá.»

E, tendo dito isto, fez sinal de se retirar.

—Vá com Deus, senhor ministro—disse Josefa, procurando erguer a cabeça:—que o Senhor o abençôe, assim como a sua congregação; se quando voltar já tudo tiver acabado para mim..., recomendo-lhe meus filhos...

Josefa não poude continuar. Um ataque de tosse não lhe permitiu falar, e, quando socegou, o ministro, depois de dirigir algumas palavras de consolação á familia, saiu.

Depois dalguns momentos de silencio, Josefa chamou.

—Que deseja, minha mãe?—perguntou Julião.

—Traze-me cá o menino—respondeu ela com voz quasi ininteligivel;—quero dar-lhe o ultimo beijo.

—Minha mãe, socegue. Para que afligir-se se todavia...

—Não, meu filho, esta lampada vae apagar-se; não trateis de infundir-me esperanças. Para que quero viver, se Jesus me espera?... Trazei-me o meu neto.

Dôres entrou na alcova, levando nos braços o menino adormecido.