Ajudaram a levantar a enferma, que ficou por alguns momentos encostada a umas travesseiras, e tomou o menino nos braços.
Extraordinario contraste! A vida nos braços da morte!
—Está a dormir—disse Dôres.
—Não importa—respondeu Josefa;—traze-me... traze-me cá uma luz, quero vêl-o bem á vontade... a lamparina não dá bastante luz.
Uma das pessoas presentes foi buscar um candieiro.
A enferma ficou durante alguns momentos contemplando o menino.
—Oh!—exclamou—assim devia dormir Jesus quando era menino... Desejaria vêl-o acordado, e que se risse para mim. É tão doce o sorriso duma creança!
Naquele instante o menino abriu os olhinhos, cujas finissimas palpebras haviam sido feridas pela forte luz do candieiro.
O pequeno Paulo olhou para um lado e para outro e começou a sorrir-se.