—Digo por meu mal, porque se fosse pobre como eu, já seria minha mulher.
—Tão enamorado estás?
—Para que negál-o? Não tenho segredos para vocês, que são os meus unicos amigos: amo-a com toda a minha alma.
—De fórma que, quando terminar a exposição, regressas a Roma.
—Não, porque ella vive em Madrid.
—Anh! Isso é diverso; do mal o menos. Esperamos que nol-a apresentarás quando já não fôr segredo o teu amor.
—Prometto-o, tão depressa alcance o consentimento do pae. Por agora só lhes peço uma cama onde me deite algumas horas, porque estou muito moido.
—Tens razão, vem. Nós mesmo te vamos acompanhar ao quarto que te reservámos, mas não consentimos que durmas até muito tarde, porque convidámos uns amigos para almoçar.
—Acordem-me quando quizerem.
Um quarto de hora depois dormia docemente emballado pela gloria e pelo amor.