Pobre Ernesto! Como estava longe de imaginar a volubilidade da creatura a quem entregára toda a sua alma n'um só beijo!{88}

[CAPITULO XIV]

Curiosidade não satisfeita

Emquanto Ernesto dormia, os seus amigos collocaram convenientemente a tela que o pintor trouxera de Roma.

—Magnifico! exclamou Marcial ao vêl-a. Estou crente que na Exposição não apparecerá nada melhor.

—É uma grande obra, ajuntou André, contemplando o quadro com olhos de entendedor. Ernesto obtem o primeiro premio.

—Mas espera. Já vi esta cabeça de mulher em alguma parte, disse o poeta fixando uma das figuras do primeiro plano, que representava a rainha Esther.

—Eu tambem, ajuntou o pintor.

—Recordemo-nos onde.

Mas de repente deu uma palmada na testa, e exclamou: