—Suspeita-o, e jurou bater-se com elle, se antes de vinte e quatro horas não ficar completamente resolvida a questão do quadro.
D. Ventura deu um profundo suspiro.{111}
Começava a vêr a questão sob o seu verdadeiro ponto de vista, e receava que tivesse um desenlace fatal.
—Bem vê, meu pae que o meu sobresalto e o meu receio é fundado. Se Fernando e Ernesto se baterem, se algum d'elles morrer...
—Tudo, menos isso. É preciso liquidar esse negocio. Vou falar com Ernesto.
—Negar-se-ha; estou crente. Será mais conveniente que eu lhe fale, mas não na sua casa. É preciso que o papá o chame.
—Não vejo inconveniente. Mas onde? Amparo reflectiu um momento.
—Occupo o meu rez-do-chão d'esta casa; pois bem, escreva-lhe uma carta pedindo-lhe para vir aqui; não a casa do conde de Loreto, mas—á sua.
D. Ventura sentou-se a uma mesa, pegou na penna e disse:
—Dicta a carta.