—Comtudo a vida de caçador é agitada e precisa de corpos robustos e fortes.
—Quem sabe se o meu se fortalecerá?
—Duvido!
—É preciso dar-se tempo ao tempo.
—Mas ainda que assim seja o senhor não é rico e precisa trabalhar para viver.
—Tão pouco precisa um caçador de profissão! disse Ernesto sorrindo-se. Álêm d'isso pintarei quadros pequenos, que, vendendo-os baratos, sempre terei quem m'os compre; por exemplo, assumptos de caça, paisagens tiradas do natural. Oh! tenho esperanças que nada me faltará.
—Está então resolvido a emprehender essa nova vida e eu não me opponho, mas quero propor-lhe um negocio.
—Qual?
—O senhor precisa de quem lhe compre os quadros que pintar.
—Certamente.