—Mas isso é uma loucura. O sr. Ernesto não está em estado de passar tantas horas ao relento da noite.

—Então que queres, embirrou que me ha de acompanhar!

—Mas não acho bôa a vida que leva para quem precisa restabelecer-se.

Mauricio encolheu os hombros, e, sentando-se num banco, enrolou um cigarro.

—Estamos em quarto minguante. Para matar uma ou duas peças é preciso ir aos charcos do barranco da Culebra, pois vão ali de noite beber agua e fossar no barro. O caminho não é dos melhores. Queira Deus que possa lá chegar.

—Já lhe disseste isso? Porque não vae a cavallo?

—Já, mulher, já; mas diz que quer ir a pé e quando elle teima não ha outro remedio senão obedecer.

Petra approximou-se do marido, e, baixando a voz, disse:

—Dize-me, Mauricio. Tu conhécel-o ha muito tempo?

—Sim, cacei com elle muitas vezes e sempre foi o melhor e o mais generoso homem do mundo.