—Tem algum inconveniente em me dizer que objectos o senhor Ernesto o encarregou de comprar.
—Não, senhor; aqui está a relação.
E Mauricio entregou-a ao conde que depois de lêr, disse:
—Meu amigo, tenho em casa tudo quanto Ernesto deseja; não precisa, pois, ir comprar cousa alguma. Agora vá almoçar emquanto escrevo uma carta, depois irá levar a cabeça a esses senhores, e meia hora antes do comboio partir encontrará na estação, despachado para Toledo, tudo quanto Ernesto pede.{156}
Mauricio com sinceridade natural, ia entregar ao conde o dinheiro que Ernesto lhe dera.
—Não, esse dinheiro entregue-o a quem lh'o deu, e demais, far-me-ha o favor de acceitar esta onza,[[2]] para comprar um presente a sua mulher.
Mauricio tentou recusar a onza, mas o conde obrigou-o a acceitál-a.
Depois, conduziram-n'o a outra casa onde lhe serviram o almoço.
O conde escreveu entretanto a seguinte carta.
«Amigo Ernesto