—Sou, eu, senhor Ernesto.
—Ah! Mauricio! Espera que vou abrir.
Ernesto saltou da cama, abriu a porta e tornou a deitar-se.
—Bem vindo sejas, Mauricio. Não te esperava tão cedo. Abre a janella e dá-me conta da tua missão.
—O conde de Loreto é um sujeito muito generoso, disse Mauricio. Depois de me receber muito bem e de me dar de almoçar como a um principe, deu-me uma onza em ouro.{163}
Mauricio continuou contando tudo quanto se passára em casa do conde e terminou:
—Emquanto a senhora condessa entregou-me esta carta para si e perguntando-me se era casado, disse-me: Pois dê este annel da minha parte a sua mulher para que tratem com muito cuidado o senhor Ernesto.
O pintor sentiu-se commovido até ao fundo d'alma. Mauricio comprehendeu o effeito das suas palavras, e, tirando a carta e o annel, entregou tudo ao hospede.
—Mas este annel é para tua mulher, disse Ernesto, fixando-o com um olhar penetrante.
Mauricio sorriu-se e disse: