Fernando del Villar, por quem uma carruagem esperava á porta, descia a escada do seu palacio quando viu entrar Mauricio com os tres quadros perfeitamente empacotados.
O conde parou ao reconhecer o caçador dos montes de Toledo.{179}
—Ah! É o senhor? lhe disse. Como está Ernesto?
—Morreu! respondeu Mauricio.
—Como? Morreu?
—Ha quatro dias, senhor conde.
—Pobre rapaz! Mas suba, suba.
O conde começou a subir precipitadamente, seguido de Mauricio, atravessou varias casas e por fim entrou n'um elegante e luxuoso escriptorio.
—Morreu!... repetiu o conde deixando-se cair n'uma cadeira. Pobre Ernesto! Não esperava similhante noticia. Sente-se, sente-se, meu amigo, e diga-me qual o fim da sua vinda, porque creio que ha mais alguma cousa do que annunciar-me tão irreparavel desgraça.
—O senhor Ernesto encarregou-me na vespera da sua morte de trazer ao senhor conde estes tres retratos e esta carta.