«Que queres que eu faça mais?

—Se me amas, como creio, o teu dever está traçado.

Corou outra vez: é que comprehendera.

«Meu dever! meu dever! Muito indiscreto és em proferir semelhante palavra, Roger! Ignoras tu que o meu mais restricto dever me ordena de não deixar a caza que governo?

—Ah! Fanny!—exclamei eu—que insignificancia tu trazes para me ferir... que confronto!...

«A caza—replicou ella baixando os olhos—é o posto d'honra confiado á mulher! Mulher que se respeita, não a abandona nunca!

Quiz interrompêl-a, mas ella continuou, de repente applacada, e olhando-me com ternura:

«Raciocina um pouco, meu querido filho: póde uma mulher abandonar sua familia honorifica, sem perder a estima de si propria? Póde ella desquitar-se publicamente de todos os seus deveres sem despenhar-se aos olhos do mundo entre as mulheres perdidas?

—São bem tristes considerações as da sociedade quando as cotejas com a minha vida...—respondi eu.

Ficamos em silencio, alguns minutos. Fanny proseguiu: