—Qual farsa?

—A que vai representar-se.

—A quem?

—Ao senhor Nuavias, já se vê!

—Não entendo.

—Ah; bom! faz-se de novas... Basta!... Bico calado! Faça conta de que eu nada disse... Suponha que me não participaram coisa alguma... que ignoro tudo...

E os brincos a tinirem, e o abdómen a dançar, e o rosto passando de vermelhusco a purpúreo, e de purpúreo a roxo.

—Seu amo está cá? lhe tornou Sauvain com impaciência.

—Não, senhor, respondeu o faceto porteiro quase sem fôlego; ainda não veio. Ora!... o senhor bem o sabe, visto que entra na conspiração.

—Eu!... Está enganado.