—Com efeito, disse André apanhando-a, é uma pequena chave, que me faz recordar...

—Oh!... A que demónio de fechadura pertencerá ela? regougou Pedro.

E inequívoca expressão de benévola malícia transparecia no seu enrugado rosto.

—Ah! agora penso eu... Não servirá por acaso essa chavinha naquele cofre, que ali está?... atrás de si... sobre a jardineira...

André voltou-se e viu uma caixa de conchinhas, muito semelhante à que deixara em Granville, na sua arca de nogueira.

—Recorda-se?... perguntou Pedro, apoiando-se-lhe no ombro. Foi dum cofrezinho igual que o senhor desenterrou a única acção louvável da minha vida: estas caixas são de bom agouro!

E dirigindo-se a Rosa:

—Veja o que essa contém, minha linda; uma chave, que desce pelo tubo da chaminé, merece atenção!... Seria algum génio benfazejo, que a deixou cair? Reviste sempre, Rosinha!...

—Infeliz! bradou o senhor Germinal; vai cometer um abuso de confiança!... Que dirá o senhor Nuavias?{161}

—Aprovará, compadre: fico por isso. Procure, minha linda Rosa, procure...