A jovem não se fez rogar; o seu instinto de mulher segredava-lhe que o génio benfazejo era Pedro, e que ele conduzia rapidamente as coisas para um desenredo agradável.
Abriu a caixa, e tirou de dentro um maço de papeis cetinosos.
—Notas do banco!... exclamou ela.
—Devem ser noventa e duas, disse o aventureiro, as mesmas que o senhor Germinal destinava para o dote de Rosa; ora, como não é possível dar-lhes melhor aplicação, o senhor Nuavias resolveu restituir-lhas. Tome-as lá, compadre...
—A mim!... Eu!... balbuciou o senhor Germinal. Mas como?... porquê?... com que direito?... o que significa?...
—Tanta pergunta ao mesmo tempo! Vá sempre guardando... Continue a buscar, minha filha...
Um adereço de diamantes!... e um colar de pérolas!... murmurou Rosa, deslumbrada.
—Isso é consigo, minha menina. É o presente de noivado do senhor Nuavias... Procure mais...
—Mas enfim, disse o senhor Germinal, suando em bagas, esse Nuavias é o senhor, ou é o diabo?...
—Nem um, nem outro... Querem conhecê-lo?{162}