—Tenha a bondade de sentar-se, senhor Germinal, faça favor!... Que amável surpresa!... Que excelente ideia teve!... Não sei como agradecer-lhe...

Pouco faltou para que André ajoelhasse.

O senhor Germinal suspirou, assentou-se com certas precauções, que davam a entender precisarem de untura de azeite os seus pontiagudos joelhos, esfregou{29} lentamente os dedos nodosos, uns contra os outros, e disse:

—É hoje dia de Natal, senhor Sauvain! Ouvindo aquela incontestável verdade, André entendeu dever manifestar alguns sinais de alegria.

—Com efeito é dia de Natal... Uma grande festa!

—Muito grande.

—Felizmente o tempo está bom.

—Muito bom.

—Ainda que bastante frio.

—Muito frio.