O senhor Germinal carregou o sobrolho e, esforçando-se por mostrar-se severo, bradou:

—Rosa!

—Meu pai? respondeu a jovem, estremecendo.

—Vá já para casa.

Ela ergueu-se com tímida lentidão e, oferecendo a fronte aos lábios de seu pai; fitou-o com os seus grandes olhos negros, cheios de súplicas e de amargura.

—Vai para casa, minha filha, emendou mais meigamente o velho. Preciso de falar com André.

Rosa afastou-se sem voltar a cabeça. Não queria que lhe vissem as lágrimas.

—E o senhor, balbuciou Germinal, meu querido senhor Sauvain...

Pedro Toucard, que torcia a barba sorrindo, recuou de um salto, como se tivesse pisado uma serpente; decompôs-se-lhe a fisionomia e, segurando o senhor Germinal pela gola do casaco:

—Que nome foi o que acaba de pronunciar? articulou ele, passado um momento.