Ao descobrirem-os, disse João precipitadamente:
—Obrigado pela feliz illusão em que tanto tempo me manteve, e adeus para sempre!
—Vae com Deus—redarguiu ella, muito saccudida—e pede a Santa Catharina que te dê juizo.
Despediu-se João cerimoniosamente de Jorge da Feteira, de D. Josepha, e retirou-se corrido.
Não se atreveu a sair pela porta principal, á vista de todos.
Atravessou o cannavial, passou ás terras lavradias, saíu pelo portão de ferro que abria para o cerrado, e seguiu ao longo do muro da quinta, encoberto pelas faias e caniçados.
Ao passar debaixo do mirante onde a deixara, surprehendeu pedaços de conversação a seu respeito.
Josepha da Esperança reprehendia a prima:
—Não o devias ter deixado tomar tanta confiança, desde que não o querias. Vocês pareciam mesmo dois namorados, e sempre os tive por isso. Andastes muito mal.
Indignou-se Maria: