Amava-o! Denunciara-a a surpreza.

Se estivesse contra elle, riria ao vêl-o corrido pelos cães, ou ter-se-ia retirado indignada pela sua audacia.

Mas não! Manifestára-se claramente a seu favôr, e só á força deixára o torreão.

Amava-o pois! Era o essencial.

Sempre contára como hostil o pae. Haviam de vencer com persistencia, confiando um no outro, certos da mutua fidelidade. E, tão novos, pertencia-lhes o futuro.

Como haviam de entender-se? Precisavam apoiar-se, trocar esperanças, animar-se na penosa separação.

Iria pela quinta a cavallo, para vêr para dentro, onde o muro era mais baixo, e poder resistir melhor ás ciladas. Levaria pistolas nos coldres, e ai de quem se lhe atrevesse!

Turbavam-o impetos de vingança, deslumbramentos de sangue, ferido pelo insulto.

Como concretizar a desforra?

Indicavam os preparativos que era esperado. Mas quem o denunciára?