Ao lusco-fusco assoprou a creada o borralho para o corno da isca, accendeu a candeia da cozinha, e foi levar-lhe, com as bôas noites, o candieiro de latão de tres bicos, e a branda luz do azeite alagou o polido do bufete, projectada pelo reflector.
Illuminado o quarto, deixou de vêr na penumbra o tenue esboço dos Folhadaes, mas quedou-se no mesmo sitio, esperando que o pontear de luzes lhe fôsse dando referencias para o reencontrar.
Gritou lhe de baixo a tia Dorotheia:
—Ahi vae uma visita.
Descontente por irem perturbal-o, não acertava com quem fôsse, nem conhecia os passos pesados, vagarosos e tropegos, subindo para a torre.
—Dá licença, camarada?—disseram da porta.
Era a voz do veterano, rouca da bronchite chronica adquirida nas noites ao relento.
—Vocemecê por aqui, mestre Jacintho?
E mandou-o sentar, no alvoroço de noticias.
—Como tem passado? Como vae a menina Mariquinhas?