Na torrente de luz, que d'elles cáe:
«Quem deu ser a taes homens? como e quando?
D'onde vem esta gente, e aonde vae?»
XVII
Os que os astros ouvindo, responderam,
Sem desalento algum no coração:
«Ó astros, que jámais nos conheceram,
Á India vamos; dae-nos vós a mão!»
XVIII
Esses, de quem as ondas murmuravam,
Sob as quilhas pesadas das galeras,
Quando as proas altivas as rasgavam:
«Vão as portas abrir de novas eras!»
XIX
Os que viram, primeiro, o nunca visto,
E o foram demandar, a tempo e azo,
Na luz confusa de um saber previsto,
Mas não levados pela mão do Acaso;