Que sulcaram do mar a immensidade,

Nas azas intangiveis da chimera,
Os sonhos transformando na verdade,
De polo a polo completando a esphera!

XIV

Os que viram as luzes do Cruzeiro,

Dos tropicos na noite a scintillar,
Depois de terem visto o céu primeiro,
Com todo o norte, descaír no mar.

XV

Esses, de quem os astros repetiam,

Ao vel-os persistir na sua empreza,
Quando já nenhuns olhos os seguiam:
«Vae ali a fortuna portugueza!»

XVI

Os que os astros ouviram perguntando,