E tu, que és mãe bondosa, patria amiga,

Sê madrasta cruel, altiva e dura,
A todo o filho que de ti mal diga...
Nem descanço lhe dês de sepultura!

LXXIV

Pois não merece a luz que o allumia,

E que o berço lhe veste de esplendor,
Quem o nome de patria pronuncia,
Sem, lá no fundo, estremecer de amor!

LXXV

Lá vae a barca d'oiro, enfeitiçada!

Lá vae a deslumbrante caravela!
Leva o Gama, de pé, junto á amurada,
E uma cruz escarlate em cada vela!

LXXVI

Lá vae a Barca-Sonho, rio em frente!