XII
Da armada a gente, a vista leva immersa,
Com pasmo natural, que não surprende,
N'aquella nova cúpula diversa,
Que sobre mar e terra a noite extende.
XIII
Ergue-se, agora, da longinqua esphera,
—Ó Cruz maravilhosa e deslumbrante!—
O symbolo christão, que n'alma impera,
Não vista, mas cantada pelo Dante!
XIV
E ao passo que ante os olhos vão surgindo
Os segredos, que guarda a immensidão,
Dir-se-ía, que da treva está saíndo,
Á voz de Deus, segunda creação!