—No theatro das Maravilhas vão dar revista d’apparato, com musica e bailados. A vêr se o empresario fica com estas chinezices por uns tostões...
—Já lhe tenho alugado em varias peças, o meu throno e soldados. Mas vomitam-me tudo de vinho!
—Estomagos vermelhos! disse o poeta. E fazendo uma pequena pausa, perguntou:
—Os generaes de Vossa Magestade... não sei como diga, sim... acham-se em estado de servir?
—Para commissões, grande tirocinio! Faltam rodisios nos mais gloriosos. Pintados porém, ficam em folha.
—E quantos mil soldados, mesmo assim?
—Quando me casei muitos. Mas o presumptivo é fogoso, tu sabes. Com a mania das pellas e a educação guerreira que leva em palacio, tem amolgado regimentos sobre regimentos. Eis por que o ministro da guerra vae chamar as reservas, e elevar o principe a coronel.
—Bem, bem, disse o poeta, vou-me de longada, a vêr se deparo ahi um adelo.
—Dar-te-hei como luvas, se o negocio fôr a meu talante, a grã-cruz dos zoilos verdes, valor, lealdade...
O poeta que já ia á porta derrancado nos salamaleques da etiqueta, avançou ás palavras do gordo Menelau.