—Então o nosso homem, inda dorme?
—Qual! Foi para a escóla já.
—E a visinha nunca sahe d’ahi...
—Muito pouco! Com esta vista da janella, é como se todos os dias andasse duas leguas de campo.
Ou derivavam no eterno motivo:
—Ora veja como vão adiantadas as obras da avenida!
—Ah, muito! Ainda hontem a casa amarella, acolá adeante, estava em pé, e só lá vejo agora as paredes das lojas.
O esculptor punha-se a explicar a avenida, dizia o golpe de vista decorativo de quando ella fosse cheia de construcções, o palacio de crystal com as suas naves radiando da rotunda em cupula, torres nos angulos com janellas de balaustres marmoreos, arvores de sombra, palacios de mil architecturas, bazares scintillantes, estatuas e jogos d’agua...
—Para esse tempo, dizia Judith fazendo olhos tristes, já não sou viva, que pena!