—Ao contrario. Toda a gente anda por ahi a fazer-te a côrte. Eu percebo.
—Esses!... disse ella, fazendo olhinhos de gata sobre Ruy. E encolheu desdenhosamente os hombros.
—Mas, emfim, quem namóro eu?
—Não disfarce. Quando entrava no seu quarto esta manhã, ouvi...—Já elle proseguia no giro interrompido, como se entendera a indiscrição. Essa vez demorou-se mais. E ao topal-a, bruscamente:
—E tu que recebes presentes! Dizes que não.
—Ah, sabe.
—Esta manhã.
—Á hora dos beijos... juntou Luiza para lhe metter ferro.
Elle tinha ficado nervoso.—Hein? presentesinhos...
—Quem m'os deu explicou-me o motivo porque m'os dava. A minha recusa seria prova de soberba, e tinha de passar por desagradecida aos olhos de meu padrinho.