—D'um beijo? Ora! não vinha talvez p'ra mim.

Ruy tossiu um pouco. De cada vez que elle dava costas, os olhos de Luiza seguiam-n'o. E a sua figura perdia-se no escuro, ficava um instante indecisa entre as sombras das arvores. Luiza aguardava então que elle voltasse, com extasis de devota, e quando o lume do seu cigarro apparecia, ella retomava a sua postura de Manon batida.

—Já sei, que tem um namoro, disse ella em voz baixa, ao fim d'um esforço.

Elle voltou-se.—Eu!

—Tem, tem.

Ruy estava muito familiar.

—Póde ser. Na vizinhança ha bonitas raparigas.

—Não, não, cá em casa.

E o pequeno rindo.—Então és tu.

—Ai, a mim ninguem faz festa. Acham-me feia.