Essa noite, Ruy que passeava, fumando, ao longo da balaustrada, observou-lhe:

—Estás com pena de não ter ido ao arraial?

—Eu cá sim! respondeu ella. Olhe que ha de ser por lá uma balburdia. Se lá estivesse, o que eu fazia era voltar.

—Ainda é tempo, se queres. Minha mãi dá-te licença.

—Ai, não. Gosto pouco de romarias.

—O que é que tens então? Pareces triste. Pareces doente.

—Eu não tenho nada, menino.

Elle fez mais duas vezes o comprimento da balaustrada, lentamente, fumando: e o seu passo não fazia ruido sobre o xadrez da plataforma.

—Só se te zangaste esta manhã... Foi brincadeira minha, não faças caso.—Mas Luiza sorriu-se: zangar, porque?

—Eu sei! Podias não ter gostado.