—Para que diabo vem agora o marido? pensei phrenetico, com um embate audaz no cerebro.

—Meu marido diz-me sempre ter em si, Armando, o seu melhor amigo.—Curvei-me.

—É uma honra...

—Cale-se, é apenas gratidão. O conde é sincero.

E mudando de tom:

—Armando, que idade tem?

—Vinte, condessa, bem monotonos na verdade.

—Vinte annos!—E a sua voz, de uma inflexão musica, era suave como uma caricia.

Eu sentia-me todo levado para ella...; mas de subito lembrei-me do conde, o meu melhor amigo.

Pobre Carlos! Áquella hora, jogava talvez no Gremio com os seus intimos, e perdia. Bello rapaz! Tinhamos sido condiscipulos no collegio, elle era casmurro nos seus significados de latim, levava puxões d’orelhas.