E insistentes, aos zig-zagues:
—Persegue-me anda, persegue-me, que levas dois butes.
—Lá isso, ouve-se outro dizer na rua, lá isso, não digo eu... Que elle ha um Deus que nos governa: é boa!
Eu entrava, comprimentando os velhos conhecimentos.
—Ditosos olhos, estudantinho! dizia um.
—Ó seu casaca! fazia outro.
—Seja bem apparecido e pague-nos dois dedos de marufo.
Um velho fressureiro, com o olho esgazeado de sicario experiente, tocando-me o braço com a sua mão ensanguentada, ia aconselhando baixo:
—Prove-me do branco, doutor; prove-me do branco que é uma reinação! Com um pastelinho, não lhe conto nada...
Aquelles eram os meus amigos, perigosos amigos contrahidos na intimidade do vicio e no surdo deboche das tascas.