—O que se quer é saude, deixa lá. Deus ajuda quem trabalha, resumia a mulher.

E entre risos:

—Muito me havia de rir se ainda vinha a ser a senhora lavradora!

—E eu cá hei-de ter uns sapatos e andar a cavallo, exigiu o Ricardo, que molhava os punhos da véstia de cotim na malga ratinha da cêa.

—A dizer a verdade não temos sido dos mais infelizes.

—Está de vêr que não, apoiou Joanna. E deixa correr! Este anno talvez se peça pouco emprestado. Para o anno que vem já se pede menos, para o outro nada, e depois toca a ajuntar p’r’á fazendinha.

—Pois vou-me ao conselheiro, a vêr o que decide.

—Até logo.

Á porta voltou-se e disse a rir:

—O que tinha graça era agora o amigo Estragado fazer-me uma espera e armarmos de garreia.