—Toleirão! murmurou, torcendo-lhe a orelha.
—Arthur! disse o Carvalhosa.
—Papá!
—Ficavas muito contente se eu te desse uma irmãsinha, meu filho?
—Oh papá, eu antes queria um cavallinho. Dê, papá, dê...
—Que destempero! fez Maria do Resgate com um riso dôce.—Eram seis e meia da tarde, noite já.
—Vou vestir-me, disse o Carvalhosa. Pois não sabes? Tenho a cabeça leve.—O corredor estava ás escuras, e os passos do Carvalhosa soavam, já no quarto. Maria do Resgate accendeu uma vela e entrou com o par-dessus de viagem. O marido assoprou a luz, e ergueu-a ao collo, vigorosamente.
—Não faças bulha, que a rapariga está na casa do jantar, segredou-lhe ella toda tremula.
Ás sete horas, o Carvalhosa beijou os pequenos e partiu.
—Ó papá! gritou da janella o Arthur.