Outra respondeu:
—Satanaz! O Canellas não sabia de que terra era. O que faria á sua vida? Alli acabava n’aquella noite. Benzeu-se. Iam dar cabo d’elle, espetar-lhe agulhas nos rins, metter-lhe á força um sapo nos dentes... Tornou a voz:
—Vamos afogar o que está na ribeira?
—Não, que a mulher está rezando o rozario á Virgem.
—Olhem se a Luiza não tem ficado rezando ao lume, hein? Santa mulher! Como elle estava agradecido ás suas orações!...
—Berrabaz!
—Satanaz!—Um cão uivava funebremente, no casal do Pelles. O Canellas batia os dentes, deixára cahir o cesto. O vento dava risadas de escarneo, dançavam as azinheiras e o céo fazia ouvidos de mercador. A voz insistiu:
—Vamos afogar o que está na ribeira?
—Não, que a mulher está rezando á Virgem. D’alli a nada:
—Berrabaz!—Satanaz!