Nada faltou no programma das recepções festivas: coroas de loiros; discursos do sr. Presidente da Camara; mensagens de congratulação; odes e alexandrinos do vate Aurelio Victor Hugo; bailes; regabofe nos presidios; bodo aos pobres; arcos de triumpho forrados a gazetas; musica, foguetes e luminarias.

O enthusiasmo estonteava os cerebros; alcoolizava os espiritos; absinthava os animos.

O sr. Francisco Durães, homem sério, pacato e já na escala para camarista, deitava foguetes na muralha, como qualquer careca sertanejo em arraial da festeira Urgeira.

Um camarista illustre luctava duas horas, para enfiar no par de luvas, que por engano lhe tinham vendido para a mesma mão—o dedo mata-parasitas na casa do mindinho.

O sr. Abilio, nos paroxysmos de um enorme enthusiasmo, apparecia de gravata branca, casaca, no pé direito uma bota de polimento, no esquerdo um chinelo de liga, representando a Associação Artistica!

E no meio de todo este contentamento, nas expansões de todo este delirio, um unico nome soava, tangido constantemente pelo enthusiasmo popular, nas praças, nas ruas, nas lojas, nos clubs,—nome que parecia ser o fóco convergente para todas aquellas ruidosas manifestações, nome que n’esse dia tinha mais prestigio que o da Senhora do Faro, nome aureolado, nome querido de—Elyseu de Serpa!

Victoriava-seElyseu de Serpa
Discursava-se sobreElyseu de Serpa
Telegraphava-se aElyseu de Serpa
Rezava-se aElyseu de Serpa

e Clero, Nobreza e Povo, fraternizando, hombreando, felicitando-se, davam largas á plenitude da sua gratidão a Elyseu de Serpa.