respondia logo, immediatamente:
—É um sino.
Ora, uma noite,—isto foi, talvez, ha doze annos—estava eu á mesa do trabalho com a familia.
Minha mulher fazia meia. Minha sogra lá estava com as charadas.
O rapaz mais novo—o Toneca—estudava a licção de francez. O outro—o Zéca—andava com a Avó á cata de decifrações.
Eu estava a turrar com somno, mastigando entre bocejos, uns periodos muito alambicados, em fórma de lambedor, com que Justininho descrevia um baile, no folhetim do Noticioso.
Soavam todos aquelles estafados bordões de—gentilissimas damas—corações feridos—sorrisos angelicos—amores—gruta dos ditos—arrufos—horas fugitivas—recordações saudosas—rainha do baile—reticencias—etc.—etc.—etc.—.
V. Ex.ª deve conhecer tudo isto, porque de mil bailes, que tem havido em Valença, appareceram mil descripções eguaes.
São como os necrologios do sr. Verissimo de Moraes. Estão sempre promptos. A questão está em se dar o nome do perecido. Ás vezes, ha o seu engano, mas escapa.
Por exemplo: