Retorqui-lhe que aquillo era escandaloso, antimoral e era uma falta de respeito á gente graduada, porque o sr. Marquez era um Marquez, estava no seu direito de dar o que quizesse, e ninguem tinha que lá metter o nariz.

Augmentou o barulho, porque os rapazes, defendidos pela mãe e pela avó, cada vez berravam mais.

Levantou-se minha mulher, chamou-os, e lá foi tudo a chorar.

No dia seguinte, minha sogra, fiel ás tradições, quiz requerer o divorcio. Andei amuado oito dias. Data, até, d’essa occasião, o meu reconhecimento á Isabelinha, creada de sala...

Só quando fiz as pazes com minha mulher, é que conheci a origem da resposta do Zéca e a coincidencia do significado.

O Toneca, como é mais agarotado, lêra o Pimpão e appetecêra-lhe tambem, sem saber o que dizia, metter a sua farpinha no senhor Marquez.

Mas, tudo isto não teria succedido, se não fosse o diabo do folhetim e se o Justininho não tivesse a mania de chroniqueiro de saias.

Veja V. Ex.ª, como se perturba a paz d’um lar e o socego d’uma familia honesta!

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Mas, effectivamente, o Justininho, para charadas, era d’uma perspicacia sibyllina. Como elle, só a Sociedade charadista dos Terriveis de Villa Real.