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Eu venero as commendas.
Quando, em Quinta-feira santa, na vizita ás casas do Senhor, encontro o sr. V. de Moraes, deslumbrando a gente com a sua casaca e com as scintillações da Gran-cruz gallega, onde o sol poente arranca chispas—tiro humildemente o meu chapéo e curvo-me submisso.
Venero a banda bicolor, diagonalando a obesa pança d’um senador; venero a vara d’um juiz de irmandade.
Reconheço tambem, a importancia social dos titulos honorificos.
Um Visconde foi, é, e será, sempre, um homem de massa mais afinada do que qualquer Zinão; um homem estremado entre a peonagem; um homem de sangue cruzadico, de alta sabença, de apurado senso. Ahi está o sr. V. da Torre, que, ainda de molleirinha e a fazer tem-tem, escrevia os Preconceitos, para... despreconceituar a heraldica dos viscondados.
Venero e respeito tudo isso, repito, porque, emfim, Deus que resolveu distinguir na sociedade umas certas pessoas, com titulos e com penduricalhos, lá se entende e lá tem as suas razões...
Mas cá no fôro intimo, nada provoca, mais fortemente, a minha consideração, como umas alças, uns suspensorios, d’aquelles de tres cores, como a bandeira franceza—com as suas fivelas doiradas, as suas prezilhas de coiro unidas, symetricamente, aos quatro botões alinhados pelo buraquinho do umbigo.
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Este meu culto ás alças já me originou grave desgosto na familia.