—Sim! O Zé deu-te o papel! Foi o Zé! Foi o Zé! Foi o Zé!
—Ah, Morãeses do diabo! Bofé, que mentis! A mim, gentes de Verdoejo e de Taião!
E arremessando para longe as lubricas tentações, o chale-manta e o barretinho bordado com a sua borlinha toda repenicada, a dar-a-dar,—foi-se á escrevaninha e principiou a escrever uma carta; depois, outra; depois, outra;—total sessenta cartas!
No intellecto do Fonseca deu-se, então, aquelle phenomeno da scissiparidade por segmentação.
Cidadãos pacatos e sisudos, pouco versados na mechanica epistolar e affeitos á bolorenta erudição do:
«Muito estimarei que ao receber estas mal esboçadas regras, esteja gozando perfeita saude, em companhia de quem mais deseja, pois a minha, graças a Deus, ao fazer d’esta, é boa...»
sahiram-se com puxadas de estylo de rachar tudo, graças á communicabilidade galvanica do intellecto fonsecoide, saturado de rhetorica e prenhe de syllogismos irrefutaveis.
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Mas vem cá—oh Fonseca—O que é, afinal, que pretendes dizer na tua, com essas sessenta epistolas?