Pavel Alexandrovitch estava já no vestibulo a enfiar a chuba, eis que rompe por alli dentro, saída não se sabe d'onde, a Nastassia Petrovna.
—Aonde vae? diz, agarrando-o pela mão.
—A casa do Borodoniev, Nastassia Petrovna, a casa do meu padrinho. Coube-lhe a honra de me baptizar. Um velho rico, um padrinho de quem se herda, um homem que se deve amimar.
—A casa do Borodoniev! Pois diga adeus, desde já, á sua noiva, disse com sequidão Nastassia Petrovna.
—Como assim?
—Assim mesmo. Suppõe que a tem segura? Isso sim! Vae, mas é casar com o principe.
—Com o principe. Que me diz, Nastassia Petrovna?!
—Que me diz, quê?—Quer ver com os proprios olhos e ouvir com os proprios ouvidos? Pendure para ahi a chuba, e venha commigo.
Pavel Alexandrovitch, aturdido, atira para o lado a chuba e deixa-se levar para o quarto escuro, cuja porta dá para a sala.
—Mas que quer isto dizer! Nastassia Petrovna, não percebo patavina.