—Mas, se me dá licença, querido tio, quando é que fez esse tal pedido!
—Confesso, que... não... sei ao certo, qu... ando foi, amiguinho!... Querem ver que... seria sonho, tam... tam... bem?... Que co... isa t... tão ex... quisita!
Mozgliakov estremece de contentamento... Accode-lhe uma ideia luminosa.
—Mas a quem, e quando é que fez o tal pedido? repete impaciente, já.
—Á... á... fi... lha da casa, meu amigo... áquella... lin... da me... nina! E d'ahi... esqué... ceu... me o nome. O peor, meu amiguinho... é que não posso casar,... impos... sivel, meu amigo! Que hei de eu fazer?
—Pois decerto... semelhante casamento iria deitál-o a perder! Mas, uma pergunta: Tem a certeza de haver feito o pedido?
—Está... claro... tenho a certeza... tenho...
—E se fosse sonho, como aquella sua quéda da carruagem?{137}
—Valha-me Deus!... E o c... caso é que é possivel... no tal sonho... E o... peor é que e... eu já nem tenho cara para lhe apparecer... E não... achas que se poderia saber... indi... recta... mente, se eu faria ou não o tal pedido?
—Sabe o que lhe digo, querido tio? Que acho até escusado ir tirar informações.