—E... por-quê?

—Por que tenho a certeza de que tudo foi sonho, tambem.

—Tambem... me quer... parecer... m... meu ca... ro, e tanto... m... mais que eu estou sempre a ter sonhos... assim.

—Então já vê, tiozinho... Faça de conta que beberia mais um copito ao almoço... ou ao jantar... e ahi tem...

—Está... claro... amigo... foi isso foi,... é o que havia de ser.

—Tanto mais, que o tio, por mais influido que estivesse, nunca se iria arriscar a fazer um pedido tão disparatado. O tiozinho, desde que o conheço, tive-o sempre na conta de um homem de muitissimo tino.

—Está... c... laro. Está... c... laro.

—Ora considére: ponha na sua ideia que os seus parentes, tão mal dispostos já, para com o tio, vinham a ter conhecimento do caso, que acontecia?

—Ai! meu Deus! exclama o assustadissimo principe... que acontecia?... é verdade!

—Então, já vê! Punham-se a berrar todos á uma que estava doido, que era preciso nomear-lhe tutôres, que o{138} tinham embaçado, e catrafilavam-n'o para ahi em qualquer parte, guardado á vista.